História

História da Catedral de São Miguel Arcanjo

Para conhecermos um pouco da história da Catedral de São Miguel Arcanjo, precisamos dividir seu passado e seu presente em três tempos distintos.

 

1º – Capela de São Miguel Arcanjo

    Conhecida como Capela dos Índios, ela é a mais antiga Igreja, totalmente preservada, do estado de São Paulo. Na viga superior da porta de entrada está a seguinte inscrição: “Aos 18 de julho de 1622. São Miguel”.
Sua história de quase quatro séculos testemunhou o alvorecer da evangelização jesuítica e franciscana em São Paulo. O Beato José de Anchieta foi catequista na Capela de São Miguel, juntamente com uma comunidade de Padres da Cia. Jesus.
A Capela de São Miguel com o Pátio do Colégio eram os locais principais da organização evangelizadora dos Padres Jesuítas, para implantar a fé católica, os colégios e os serviços de solidariedade aos necessitados.
A presença franciscana também foi marcante, depois dos Jesuítas, em nossa Capela e, entre os mais importantes evangelizadores que por aqui passaram foi o Frei Leão, muito amigo do padre Aleixo Monteiro Mafra.

 

2º – A nova Matriz de São Miguel Arcanjo.

 

    O Pe. Aleixo Monteiro Mafra foi pároco de São Miguel, na Capela dos Índios e na nova Matriz, cuja construção foi iniciada por ele em 1950. Sua inauguração se deu aos 22 de agosto de 1965. O zelo do grande Padre Aleixo, reconhecido até hoje todos, pode ser visto no livro do Tombo, onde o zeloso padre transcreveu os principais acontecimentos e transformações sócio-econômicas, morais e religiosas pelas quais passaram sua área Paroquial. Até o início da segunda fase de sua história, a área da Paróquia de São Miguel se estendia da divisa com a Penha até o Município de Itaquaquecetuba. As principais marcas deste período foram: a criação de novas comunidades, que depois se tornaram paróquias; o atendimento religioso nas escolas; a criação do Círculo Operário Católico. As Irmandades e Congregações Marianas; as grandes festividades e, sobretudo, o cuidado do Pe. Aleixo com as confissões e com os doentes.
Destaque especial no processo de renovação paroquial e regional, que depois se perceberá mais com a criação da Região Episcopal Leste II, deve-se à presença dos Padres Oblatos de São José, os josefinos, entre eles os Padres Segundo Piotti, Duílio Liburdi, João Mendonça, Aristides, Onofre, entre outros.

 

3º – A Região Episcopal e a criação da Diocese

 

    No dia 9 de maio de 1976, D. Angélico Sândalo Bernardino, assume, como Bispo auxiliar da Arquidiocese de São Paulo, a Região Episcopal Leste II.
Será época de grandes transformações, de muitas dificuldades e de busca de uma “evangelização profunda”, como retrata o Livro do Tombo da Catedral de São Miguel Arcanjo.
A região leste, aos poucos, ocupará, sob o pastoreio de D. Angélico, lugar de destaque na Arquidiocese de São Paulo, no que diz respeito à mobilização de pessoas para o engajamento pastoral e à respectiva criação de organismos de sustentação para as novas pastorais, entre elas, da Terra e Moradia, da Saúde, da Liturgia, dos Ministérios.
Neste processo o local simbólico dos encontros, assembléias e celebrações foi sempre a Igreja Matriz de São Miguel, e nossa paróquia tinha equipes de padres e seminaristas, entre os quais pode-se destacar os padres Sérgio Conrado, Olivão, Carlos Strabeli, entre outros.
Novas e frutuosas mudanças vieram, quando em 15 de março de 1989, é publicada a Bula da Criação da Diocese, “Constat     Metropolitanam ecclesiam” de Sua Santidade o Papa João Paulo II, elevando a então Região Episcopal Leste II à dignidade e grau da Diocese.
Para a nova Diocese foi nomeado, como primeiro Bispo Diocesano, D. Fernando Legal, tomando posse em 28 de maio de 1989, quando da instalação da nova diocese.
Em 07 de janeiro de 1990, D. Fernando dá posse ao novo Cura da Catedral Diocesana, Pe. José Maria Libório Camino Saracho, iniciando novas e dinâmicas mudanças no templo e nas organizações pastorais. O Pe. José Maria também contou sempre uma equipe de vigários paroquiais.
Após grandes esforços pessoais e mobilização dos paroquianos, totalmente reformada, a Catedral foi consagrada pelo Núncio Apostólico, D. Carlo Furno, em 31 de maio de 1922.
No dia 16.06.1999, o Papa João Paulo II nomeou o Mons. José Maria Libório Camino Saracho, bispo-auxiliar da Diocese de São Miguel Paulista e, em 20.02.2002, foi nomeado Bispo Diocesano de Presidente Prudente.
Já em 05 de setembro de 1999, o Pe. Geraldo Antônio Rodrigues era nomeado novo Cura da Catedral, por D. Fernando Legal, lembrando ao novo pároco que o mesmo deveria dar prosseguimento ao dinamismo pastoral que encontrou e buscar implantar a nova evangelização.
“É um grande e saboroso desafio ser Pároco da Catedral de São Miguel”, diz o Pe. Geraldo que, nestes 10 anos, com a colaboração de vários padres que passaram pela Catedral, de modo especial o Pe. Silvano, criaram, desmembradas do território da Catedral as Paróquias N. S. do Rosário e N. S. Aparecida, além de terem criado seis novas comunidades.
Em 09 de janeiro de 2008, D. Manuel Parrado Carral, nomeado pelo Papa Bento XVI, como o 2º. Bispo da Diocese de São Miguel Paulista, tomou posse solenemente no dia 02 de março de 2008, sucedendo a D. Fernando Legal. Seu lema episcopal; “Anunciamos Jesus Cristo”.